domingo, 9 de julho de 2017

Secando o poço sujo que o Elisson Freire bebe e refutando uma dissimulação sua.


Elisson Freire, cansado apologista protestante baiano, que bebe no poço sujo
de um refutado apologista protestante americano.



Vejamos primeiro a refutação:

Recentemente, o baiano protestante Elisson Freire, lá da terra do berimbau, vendo que postei alguns links onde seu guru, o protestante James Swan era refutado frequentemente por apologistas católicos americanos, usou mais uma vez de sua desonestidade para imediatamente forjar um texto mentiroso sobre o assunto. Dizendo ser aquilo uma “refutação” ao que postei.

Malandramente, o Elisson, além de tentar jogar uma bela cortina de fumaça com uma falsa tradução publicada em seu Blog sobre o revés que seu guru levava naqueles links que postei, mais uma vez se esforçava em me desqualificar julgando que eu seria tão ignorante no inglês que não teria notado o que diz o título de um dos links.

Ora, só um idiota não saberia que o que diz ali é que o refutado James Swan havia como de praxe, chamado de “louco Psicótico”, o apologista católico Bellisario após este tê-lo refutado mais uma vez. O que devolvi quando postei os links pela primeira vez, é que o verdadeiro “louco Psicótico” é o fanático Swan, este insulta com freqüência os apologistas católicos que o refutam, cai frequentemente em contradição, não conhece os escritos de Lutero e brada que os católicos não são cristãos.

Como diz o apologista católico Dave Armstrong: "para a elite anti-católica é muito mais importante insultar e difamar os católicos do que os refutar."

E assim tem feito o baiano Elisson Freire, que por não poder me refutar, zomba preconceituosamente do meu estado Pernambuco, como se ele fosse lá de Beverly Hills. O cara é tão nordestino como nós pernambucanos, mas em seu perfil do Facebook vive escrevendo seu nome com "H" e "Y" enquanto diz que mora na Alemanha, negando sua doce terra do berimbau, onde vive.



Mas uma coisa me alegra, o Elisson quer ser um Fernando Nascimento, por isso ele me imita nos termos e estilo de texto. Tenta desenhar como eu, mais não sabe; tenta fazer cordel como eu, e paga para o fazer de pé quebrado (errado); tenta vencer no embate, mas não há verdade pra defender e perde, aí ele se contenta com as paródias que faz dos meus artigos sem refutar nada, insulta e chama seu fã clube protestante pra bater palmas.

Mas, e agora? Os links que postei com as surras que o seu guru James Swan leva continuam sendo reais e estão bem explicadinhos logo abaixo. Dessa vez a cortina de fumaça da tradução mentirosa não vai colar.


VEJAMOS ENTÃO, AS DERROTAS VERGONHOSAS DO JAMES SWAN, O POÇO SUJO DO ELISSON


Depois que o apologista católico Mattew Bellisario destruiu o apologista protestante James White e companhia, que tentavam defender Lutero com mentiras, o protestante James Swan, guru do Elisson Freire, tranca o tópico do debate e remove uma resposta do católico. Veja a reclamação do apologista  Mattew Bellisario:

“Agora que é evidente que White e Co. foram expostos como charlatães completos do mundo da apologética, Swan fecha o tópico sobre o assunto de Lutero para que eles não possam mais serem responsabilizados por suas posições aleatórias, eles assumiram essa bagunça de Lutero. Eu também notei que ele removeu minha resposta a James White no tópico abaixo em seu blog, intitulado Metodologia E-pologética Católica # 3,” - Vejam isso aqui: https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://catholicchampion.blogspot.com/2008/03/james-swan-over-at-beggars-all-closes.html&prev=search

O James Swan de quem o Elisson Freire e o Lucas Banzoli chupam suas potocas é detonado toda hora nos USA. Aqui o apologista católico Dave Armstrong mostra o mau-caratismo difamatório de Swan com a frase: “Para a elite anti-católica é muito mais importante insultar e difamar os católicos do que os refutar.”

James Swan, guru do Elisson, tem o hábito de excluir declarações incriminatórias que ele fez em seu próprio site. Aqui é mostrado Como os apologistas anti-católicos "argumentam": https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/2013/02/how-anti-catholic-apologists-argue-and-reason-james-swans-avalanche-of-childish-personal-insults-and-lies-directed-to-me.html&prev=search

Steve Ray refuta o enganador de conhecimento raso James Swan, que tentava santificar Lutero usando traduções que ele mesmo andou desqualificando. Ray e Armstrong fazem do protestante enganador James Swan pano de chão: https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.catholic-convert.com/documents/SwanSongOnLuther3.pdf&prev=search

Aqui, James Swan após agir desonestamente usando fontes fantasmas, é destruído ao tentar negar a veneração de Maria por Lutero:

Segunda resposta referente à Mariologia de Martinho Lutero, dada pelo apologista católico Dave Armstrong ao enganador protestante James Swan.
Depois dessa resposta James Swan jogou  toalha e desprezou Armstrong: https://web.archive.org/web/20051120142153/http://ic.net:80/~erasmus/RAZ365.HTM

Vejam como James Swan que exigia “conhecimento sobre as obras de Lutero”, não conhecia as obras de Lutero e foi refutado exatamente com as obras de Lutero ao pensar que Lutero negava a aceitação da virgindade perpétua de Maria. A desmoralização de Swan é geral: https://www.facebook.com/dave.armstrong.798/posts/863072717061048


Agora deu pra entender quem de fato é o “louco Psicótico”.


Por Fernando Nascimento
Fimdafarsa.

sábado, 8 de julho de 2017

Autor do livro "O Papa de Hitler" John Cornwell retira suas acusações a Pio XII


Um livro onde as mentiras começavam desde a capa


Em síntese: O escritor inglês John Cornwell retirou as acusações que ele levantou contra Pio XII, alegando não poder ter tido acesso à documentação necessária quando escreveu o livro "O Papa de Hitler". Esta alegação é contestada pelo historiador Matteo Luigi Napolitano.

* * *

A revista SUPERINTERESSANTE de maio pp. à p. 66, apresenta o Papa Pio XII com as mãos a vendar os seus olhos para não ver as tropas nazistas que invadiam a Europa e não tomar consciência da perseguição aos judeus; repete acusações que o principal acusador de Pio XII já havia retirado, como consta do documento abaixo. Isto mostra como são, por vezes, falhas ou preconceituosas as informações que nossas revistas ilustradas apresentam em matéria de religião. Já aos 10/2/05 foi publicado o desmentido que J. Cornwell fez às suas acusações, como diz o documento a seguir.
O periódico "Correspondance européenne - Agence d'information" em sua edição de 10 de fevereiro 2005 publica uma notícia de grande importância, que PR recebeu abaixo e publica em tradução portuguesa.


O HISTORIADOR JOHN CORNWELL RETIRA SUAS ACUSAÇÕES

O historiador inglês John Cornwell, conhecido como autor do livro "O Papa de Hitler", que ganhou ampla publicidade no mundo inteiro, retirou as acusações que ele havia levantado contra Pio XII. O historiador fizera do Papa Pio XII um seguidor de Hitler desde que foi Núncio Apostólico na Alemanha.

Num artigo publicado por "The Economist" o sr. Cornwell reconheceu que se enganou; sustentou que Pio XII não podia ser acusado de simpatia ou conivência com o regime nacional-socialista nem antes nem depois do acesso ao Pontificado; podia sim ter procedido mais energicamente contra Hitler. O historiador tentou desculpar o seu erro, alegando que os documentos que refutavam as suas acusações ainda não tinham sido publicados. Numerosos estudiosos entraram na polêmica após a publicação do seu livro.
Matteo Luigi Napolitano, analista dos Arquivos do Vaticano, em artigo publicado em "II Giornale" (14 de dezembro 2004), deu contudo a saber que tais documentos não somente desde muito eram acessíveis aos pesquisadores, mas eram também muito conhecidos pelos especialistas da temática; por conseguinte, afirma Napolitano, se Cornwell os ignorou, foi simplesmente por causa da tese preconceituosa que Cornwell queria incutir mediante seu livro; ele fechou os olhos aos documentos que desmentiam tal tese.

Na verdade, o historiador retirou suas acusações, mas entrementes a figura de Pio XII foi enxovalhada; pode-se recear que a re-habilitação da mesma não tenha tão ampla divulgação quanto a calúnia alcançou.

Sobre John Cornwell e seu famoso livro ver PR 454/2000; pp. 98ss.
Como se vê, notícias desmentidas em 20/2/05 ainda eram publicadas como verídicas por SUPERINTERESSANTE em maio 2007.

Fonte: http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=96


Sobre a capa do Livro de John Cornwell, “O Papa de Hitler”, comenta o historiador Peter Gumpel:


“A capa do livro de John Cornwell mostra o arcebispo Pacelli saindo de um edifício do governo alemão, escoltado por dois soldados. Essa visita oficial do então Núncio Apostólico na Alemanha, teve lugar em 1929, quatro anos antes que Hitler chegasse ao poder (em 30 de janeiro de 1933). Como Pacelli saiu da Alemanha em 1929 e nunca mais voltou, é enganoso e tendencioso o uso dessa fotografia” (Texto do historiador jesuíta Peter Gumpel, em “Pio XII, Hitler e os judeus”, publicado em PODER – Revista Brasileira de Questões Estratégicas, Ano I, nº 05, pg. 58, Brasília, Maio/Junho 2000).


Fimdafarsa.





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Descoberto: o protestante Casiodoro de Reina é o criador das mentiras sobre a Inquisição



Pois, como Edward Peters aponta tão bem em seu marco estudo sobre a Inquisição, “Inquisition”, a lenda da inquisição foi uma “invenção” das disputas religiosas e conflitos políticos do século 16. Resultado de imagem para disputas religiosas


Mais tarde foi adaptado para as causas de tolerância religiosa e da iluminação filosófica e política nos séculos 17 e 18. Este processo, que sempre foi anti-católico e, geralmente, anti-espanhol, tornou-se universalizado. Assim, eventualmente, a Inquisição tornou-se representante de todas as religiões repressivas que se opunham a liberdade de consciência, liberdade política e esclarecimento filosófico. (Peters, Inquisition, 131.)


Fimdafarsa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O protestante Elisson Freire mente sobre jurisdição da Igreja de Roma e é refutado.



Ao contrário do que afirma esse cidadão, em artigo publicado em seu Blog, aqui temos o bispo de Roma a coordenar assuntos da Igreja em outras partes do mundo. Esta é uma prática tão antiga quanto a liderança dada a Pedro por Jesus Cristo.

O papa São Clemente de Roma, no ano 99, para sanar confusão entre os Coríntios na Grécia, afirmou em uma carta: 
"1 - É certo, assim, nos orientarmos por tais e tão grandes exemplos. Curvemos nossa cabeça e ocupemos o lugar da obediência, para acalmarmos a vã revolta e atingirmos com lisura a meta proposta dentro da verdade.
2 - Haveis de nos proporcionar alegria e prazer se vos submeterdes ao que escrevemos pelo Espírito Santo, cortando pela raiz a ira nascida do ciúme, conforme o pedido de paz e concórdia que vos fazemos por esta carta.
3 - Enviamo-vos homens de confiança e prudentes que, desde a juventude até a idade mais avançada, tiveram uma conduta irrepreensível entre nós, e que servirão de testemunhas entre vós e nós.
4 - Assim fizemos para que saibais que toda a nossa preocupação ia e continua indo ao sentido de que se restabeleça imediatamente a paz entre vós. "( Clemente de Roma, Primeira Carta aos Coríntios, Capítulo LXIII).

A existência de uma hierarquia eclesiástica é enfatizada pelo papa Estevão I, 251, em uma carta ao bispo de Antioquia: " Portanto, esse famoso defensor do Evangelho [Novatian] sabia que deveria haver um bispo na Igreja Católica [da cidade de Roma]? Não se escondeu dele (por como poderia ser escondido?) ... "(Denziger §45).

O papa São Julius I, em 341, escreveu aos antioqueus: "Ou você não sabe que é costume escrever-nos primeiro, e que aqui é que apenas é decidido?" (Denziger §57a).

Dizia S. João Crisóstomo (ano 350) “...Se alguém perguntar ‘Por que então foi Santiago quem recebeu a Sé de Jerusalém?’, eu lhe responderia que Pedro foi constituído mestre não de uma Sé, mas do mundo todo.” (Homilia 88 (87) in Joannem, I. Cf. Orígenes, “In epis. Ad Rom.”, 5, 10; Efrén de Siria “Humn. In B. Petr.”, en “Bibl.Orient. Assemani”, 1, 95).

O Historiador Optato de Milevi, no ano 367, registrou: "Na cidade de Roma, quem por primeiro se sentou na cátedra episcopal foi o Apóstolo Pedro, ele que era a cabeça de toda a Igreja, (...) Os apóstolos nada decidiam sem estar em comunhão com esta única cátedra (...) Recorde a origem desta cátedra, todos que reinvidicam o nome da Santa Igreja Católica..." (O Cisma Donatista 2:2).

O papa são Siricius escreve carta a Himerius de Tarragona, Espanha, em 385, respondendo aos pedidos do bispo sobre vários assuntos enviados meses antes ao papa Damasus I.: "Para a sua pergunta, não negamos uma resposta legal, porque nós, sobre quem um maior zelo para a religião cristã é incumbente do que todo o corpo, por consideração do nosso escritório não tem a liberdade para dissimular, nem permanecer em silêncio. Carregamos o peso de todos os que estão sobrecarregados, e sim, o abençoado apóstolo PEDRO tem isso em nós, que, como confiamos, nos protege em todos os assuntos de sua administração e protege seus herdeiros " (Denziger §87, ênfase no original).

Em sua carta ao patriarca de Constantinopla, São Flaviano, o Papa Leão Magno atribui a tarefa de manter intacta a fé católica pela amputação de dissidência, adverte por sua autoridade (auctoritate nostra) os defensores de erro e fortalecer aqueles cuja fé é aprovada. Assim, ele é designado na constituição do imperador Valentiniano III. (Veja as obras de St. Leo, t. I, col. 637.)

Diante de grande confusão na igreja oriental, escreveu Flaviano (449), um santo e confessor da Igreja Ortodoxa de hoje: "Todo o caso, ele escreveu ao papa sobre a heresia de Eutiques, só precisa de sua primeira e única frase que pode organizar tudo para a paz e calma. Assim a heresia que subiu e a agitação que se seguiu será completamente removida com a ajuda de Deus, ...” (Conciliorum amplissima collectio (Mansi), t. V, col. 1,349.)

O Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs, abaixo, atesta tudo isso. (Clique na foto para ampliar)



Nem desejei me estender em mais documentais evidencias da primazia da Igreja de Roma sobre as demais. Deixarei que eminentes estudiosos protestantes corrijam o pouco informado protestante refutado acima, nos estudos a seguir:




Philip Schaff

O teólogo protestante e historiador Philip Schaff, no seu “História da Igreja Cristã” (Eerdmans, 1910) – Afirma:

"Roma era o campo de batalha da ortodoxia e da heresia, e um recurso de todas as seitas e festas. Atraiu de todas as direções o que era verdadeiro e falso na filosofia e na religião. Inácio se alegrou com a perspectiva de sofrer por Cristo no centro do mundo, Polycarpo recorreu aqui para resolver com Anicetus a controvérsia pascal, Justino mártir apresentou sua defesa do cristianismo aos imperadores e estabeleceu para ele sua vida. Ireneu, Tertuliano e Cipriano concederam a essa igreja uma posição de preeminência singular. Roma foi igualmente procurada como uma posição dominante por hereges e malabaristas teosóficos, como mago Simon, Valentino, Marcião, Cerdo e uma série de outros. Não é de admirar, então, que os bispos de Roma em um momento inicial foram vistos como pastores metropolitanos, e falaram e agiram de acordo com um ar de autoridade que chegou muito além de sua diocese imediata ". (Schaff, volume 2, página 157)


Sobre São Clemente de Roma (96 dC), considerado como o quarto Papa depois de São Pedro, Schaff afirma:

"... dificilmente pode ser negado que o documento [Clemente de Roma aos Coríntios] revela o senso de uma certa superioridade sobre todas as congregações comuns. A igreja romana aqui, sem ser questionada (até onde parece), dá conselhos, com superior sabedoria administrativa, a uma igreja importante no Oriente, envia mensageiros para ela e exorta-a a ordenar e a unidade, num tom de calma, dignidade e autoridade, como o órgão de Deus e do Espírito Santo. Isto é ainda mais surpreendente se São João, como é provável, ainda estava vivendo em Éfeso, que estava mais perto de Corinto do que Roma". (Schaff, volume 2, página 158)

Esta é a lista de sucessões dos bispos na visão apostólica de Roma dos dois primeiros séculos, conforme fornecido por Schaff (volume 2, página 166) é:

São Pedro (d. 64 ou 67)
São Lino (67-76)
São Anacleto (76-88)
São Clemente I (88-97)
São Evaristo (97-105)
São Alexandre I (105-115)
São Sixto I (115-125)
São Telesforo (125-136)
São Hygino (136-140)
São Piu I (140-155)
São Aniceto (155-166)
São Sotero (166-175)
São Eleuterio (175-189)
São Victor I (189-199).

"No entanto, deve-se admitir, na justiça, que a lista dos bispos romanos tem, de longe, a preeminência em idade, integridade, integridade de sucessão, consistência de doutrina e política, acima de todo catálogo similar, não aceitando aqueles de Jerusalém, Antioquia, Alexandria e Constantinopla ... " (Schaff, página 166)




James T. Shotwell

O estudo anglicano “The See of Peter” de James T. Shotwell / Louise Ropes Loomis (NY: Octagon Books, 1965), sobre a evidência inicial do primado de Roma, diz:

"Inquestionavelmente, a igreja romana desenvolveu-se muito cedo como um sentimento de obrigação para os oprimidos em toda a cristandade ... Conseqüentemente, havia apenas um foco de autoridade. Até o ano 252, parece haver cem bispos no centro e no sul da Itália, mas fora de Roma, não havia nada para colocar um bispo acima de outro. Todos estavam juntos, cidadãos da Itália, acostumados a olhar para Roma em direção a todos os detalhes da vida pública. O bispo romano tinha o direito não só de ordenar, mas mesmo, na ocasião, para selecionar bispos para as igrejas italianas ... Para os cristãos do ocidente, a igreja romana era o único vínculo direto com a era do Novo Testamento e seu bispo era o prelado em sua parte do Novo Testamento. O mundo em cuja voz discerniram os ecos do discurso dos apóstolos. O bispo romano falou sempre como o guardião de uma tradição autoritária, inigualável."

"A teoria do [Papa] Estêvão, que acendeu seus contemporâneos a uma exasperação tão exata, era que a Igreja era uma monarquia, um congresso de bispado, mas todos sujeitos à autoridade superior do único bispo que estava sentado no trono Do príncipe dos apóstolos [Pedro]. A Sé romana, distinta da igreja romana, era e buscava ser predominante, não por sua situação ou por outros advogados da palavra, nem por seu tesouro de doutrina, legado por seus dois fundadores, mas, primordialmente e fundamentalmente, porque seu bispo era herdeiro em sua própria pessoa para a prerrogativa única conferida a Pedro. Para Pedro foi concedido um primado entre os apóstolos, então ao bispo romano foi atribuída uma liderança sobre os bispos ... Os arianos, que tinham expulso de Atanásio de Alexandria, ofereceram a submeter o caso ao Papa Julius para seu julgamento. Atanásio e outros refugiados ortodoxos do leste viam diretamente Roma, como um tribunal de recurso ..."

"No Concílio geral de Sardica [343 AD] ... os orientais e ocidentais ficaram para trás para emitir outro, no qual reivindicavam para o bispo romano uma jurisdição de apelação sobre toda a Igreja em homenagem à "memória de Pedro, o apóstolo ..." [no tempo do Papa Damasus]. Não há dúvida de que um grande número de cristãos orientais já se convenceram da verdadeira superioridade da visão romana na fé e na visão religiosa. O imperador Teodósio publicou um edital que exigia que seus súditos aceitassem a doutrina que Pedro havia cometido aos romanos ... era a autoridade confiável de Pedro a que o Oriente pagou homenagem no século IV, não a riqueza nem o poder de Roma. ... A partir do momento em que Eleutherus foi convidado a condenar os Montanistas, durante o período em que Callistus, Estêvão e Dionísio revisaram e interpretaram o dogma, até os dias em que o credo de Nicéia foi defendido em razão de sua origem romana, e Liberius e Damasus Endossaram ou rejeitaram as declarações orientais da fé de acordo com o que fizeram ou não se adaptaram aos seus próprios padrões, os bispos romanos afirmaram o direito de falar pela tradição de Pedro". (Shotwell / Loomis, página 217-228)



 
John Norman Davidson Kelly

O estudioso anglicano John Norman Davidson Kelly, proeminente acadêmico da faculdade de teologia da Universidade de Oxford, em seu trabalho clássico “As doutrinas cristãs precoces” resenha a unanimidade da Igreja no período patrístico, particularmente o quarto e o quinto séculos, onde as provas documentais se tornam esmagadoras pelo primado e a autoridade do Papado -

"Em todo lugar, no Oriente, não menos do que o Ocidente, Roma gozava de um prestígio especial, como é indicado pela precedência concedida sem dúvida ... Assim, a predição de Roma permaneceu indiscutível no período patrístico. Para evidenciar isso, o aluno precisa lembrar-se apenas da posição de liderança reivindicada pelos palácios, e concedeu-os livremente, nos Concílios de Éfeso (431) e em Calcedônia (451). Até encontramos os historiadores do século V, Sócrates e Sozomen, que concluíram ... Que era inconstitucional que os sínodos fossem realizados sem que o pontífice romano fosse convidado ou que as decisões fossem tomadas sem a sua concordância. No início da controvérsia cristológica, será lembrado, Nestorius e Cyrilo se apressaram em trazer seus casos para Roma, O último declarando que o antigo costume das igrejas o obrigava a comunicar assuntos de tal peso ao Papa e a procurar o seu conselho antes de agir. Em um dos seus sermões, ele chegou a saludar Celestino (o Papa), 'o arcebispo do mundo inteiro "..... É evidente que Agostinho [c. 354 - 430 dC] identifica a Igreja com a Igreja católica universal de hoje em dia, com sua hierarquia e sacramentos, e com seu centro em Roma ... Até meados do século V, a igreja romana havia estabelecido, de jure também gomo de fato, uma posição de primado no Ocidente, e as pretensões papais de supremacia sobre todos os bispos da cristandade foram formuladas em termos precisos ... O aluno rastreando a história dos tempos, particularmente do ariano, donatista, Pelagiano e controvérsias cristológicas, não pode deixar de ser impressionado com a habilidade e persistência com que a Santa Sé [de Roma] avançava continuamente e consolidava suas reivindicações. Uma vez que seu ocupante foi aceito como sucessor de São Pedro e príncipe dos apóstolos, foi fácil inferir que a autoridade única que Roma de fato desfrutava e que os papas viram concentrada em suas pessoas e seu escritório, era não mais do que o cumprimento do plano divino. "(Kelly, páginas 406, 407, 413, 417)



Diz ainda J.N.D. Kelly no “O Dicionário Oxford dos Papas” (1986) sobre São Pedro Apóstolo (página 5-6)

"O papado, através de sucessivos papas e concílios, sempre traçou suas origens e atos de títulos para a única comissão relatada por Jesus Cristo a Pedro, o chefe de seus Apóstolos, depois se martirizou ao organizar o primeiro grupo de Cristãos em Roma ... De acordo com Mateus 16:13-20, quando Jesus pediu aos discípulos o que o pensavam ser, Simão respondeu por todos eles que era o Messias, o Filho do Deus vivo, em resposta que Jesus pronunciou Ele abençoou por causa dessa visão inspirada, concedeu-lhe o nome aramaico Cephas (= 'Pedra'), que tornou-se  Pedro em grego e declarou que ele iria construir sua igreja indestrutível sobre 'esta pedra', e lhe daria 'as chaves do reino dos céus "e os poderes de" ligar e desligar "...

"[Na primeira metade dos Atos] ... Pedro era o líder incontestável da igreja jovem. Foi ele quem presidiu a escolha de um sucessor de Judas (1:15-26), que explicou à multidão o significado de Pentecostes (2:14-40), que curou o mendigo coxo no Templo (3:1-10), que pronunciou sentença em Ananias e Sapphira (5:1-11) e que abriu a igreja aos gentios tendo Cornélio batizou sem sofrer a circuncisão (10:9-48). Ele estava na pregação, defendendo o novo movimento, fazendo milagres de cura e visitando comunidades cristãs recém-estabelecidas ...

"Parece certo que Peter passou seus últimos anos em Roma. Embora o NT pareça silencioso sobre tal estada, é apoiado por 1 Pedro 5:13, onde "Babilônia" é um nome de código para Roma e pelo fato forte de ligar o Evangelho de Marcos, que, como companheiro de Pedro (1 Pe. 5:13), tirou sua substância dele, com Roma. Para escritores primitivos como Clemente de Roma (95), Inácio de Antioquia (107), e Irineu (180) sabia-se que ele trabalhava e morreu em Roma ".



Como se não bastasse, apresento ainda um estudo Ortodoxo que destrói ainda mais, as opiniões simplistas e erráticas de certos progressistas com chachás de "historiadores católicos" aos quais o Elisson Freire e outros protestantes, tem se acarrapatado para  negar a tão evidente primazia da Igreja de Roma.




Padre Ortodoxo John Meyendorff

O estudo ortodoxo “O Primado dos Papas” (Seminário São Vladimir Press, 1992) do teólogo ortodoxo, escritor e professor John Meyendorff afirma sobre São Clemente de Roma e o período ante-niceno (antes do ano 325 DC):

"Voltemos aos fatos. Sabemos que a Igreja de Roma assumiu a posição de" igreja com prioridade no final do primeiro século. Isso era sobre o momento em que sua estrela ascendeu ao firmamento da história Em seu esplendor mais brilhante ... Mesmo antes da epístola aos romanos, Roma parece ter se destacado entre todas as igrejas como muito importante. Paulo testemunha que a fé dos romanos foi proclamada em todo o mundo (Romanos 1: 8) ... temos um documento que nos dá a nossa evidência confiável de que a Igreja de Roma estava em uma posição de autoridade excepcional neste período. Esta é a epístola de Clemente de Roma ... Sabemos que Clemente foi " Presidente da Igreja Romana ... "(Afanassieff de Meyendorff, página 124)

"A epístola [Clemente de Roma aos Coríntios] é formulada em termos muito medidos, sob a forma de uma exortação, mas, ao mesmo tempo, mostra claramente que a Igreja de Roma estava ciente do peso decisivo, na Igreja de Corinto. Olhos, que devem anexar ao seu testemunho sobre os acontecimentos em Corinto. Assim, a Igreja de Roma, no final do primeiro século, exibe um sentido marcado de sua própria prioridade, no ponto de testemunho sobre eventos em outras igrejas. Observe também que a Igreja romana não se sentiu obrigada a fazer um caso, no entanto, argumentou, para justificar seus pronunciamentos autoritários sobre o que devemos chamar as preocupações internas de outras igrejas. Não há nada falado sobre os motivos desta prioridade ... Aparentemente, Roma tinha, não há dúvida, certeza de que sua prioridade seria aceita sem argumentos ". (Afanassieff de Meyendorff, página 125-126)

"A vocação de Roma [no" período pré-niceno"] consistiu em desempenhar o papel de árbitro, estabelecendo questões contenciosas ao testemunhar a verdade ou a falsidade de qualquer doutrina que lhes fosse apresentada. Roma era verdadeiramente o centro onde todos convergiam se quisessem sua doutrina para ser aceita pela consciência da Igreja. Eles não podiam contar com o sucesso, exceto em uma condição - que a Igreja de Roma tenha recebido sua doutrina - e a recusa de Roma predetermina a atitude que as outras igrejas adotariam. São so numerosos os casos deste recurso à Roma ... "  (Afanassieff de Meyendorff, página 128f, 133)

"É impossível negar que, mesmo antes do aparecimento de primacias locais, a Igreja desde os primeiros dias de sua existência possuía um centro ecumênico de unidade e de acordo. No período apostólico e judáico-cristão, foi a Igreja de Jerusalém e, mais tarde, a Igreja de Roma - "presidindo o ágape", segundo São Inácio de Antioquia. Esta fórmula e a definição do primado universal nele contida, foram adequadamente analisadas pelo Pe. Afanassieff e não precisamos repetir o argumento Aqui. Nem podemos citar aqui todos os testemunhos dos Pais e dos Concílios que reconhecem por unanimidade Roma como a igreja senadora e o centro do acordo ecumênico. É apenas por uma polêmica tendenciosa que se pode ignorar esses testemunhos, seu consenso é significado ". (Schmemann de Meyendorff, página 163-164)



Por Fernando Nascimento
Fimdafarsa


sábado, 1 de julho de 2017

O PIOR ARGUMENTO PROTESTANTE DE TODOS OS TEMPOS CONTRA OS SANTOS INCORRUPTOS CATÓLICOS

Por Fernando Nascimento

Recentemente o hilário protestante Lucas Banzoli, aquele que já foi tão bem refutado por nós em outras mentiras, montou um textão sofrível e recheado de colagens de várias sandices pescadas de sites adolescentes que povoam a internet para destabocadamente tentar desacreditar o fenômeno dos corpos incorruptos que só ocorrem na fé católica.

E como gandula que é, contou até com a opinião do Blog ateu “Opinião do Bandeirinha” (isso pode, Arnaldo?) e do “Skeptoid” do ateu Brian Dunning, um meliante americano que foi preso usando artigos duvidosos para atrair céticos e roubar via internet. [1]  

O poço que Lucas Banzoli bebeu não tinha água muito limpa

Além dessas fontes desprezíveis, o Banzoli ainda usou a enciclopédia self-service Wikipédia, que é mal recomendada até pelo seu próprio fundador[2] e socorreu-se ainda da revista “Discovery Magazin”, uma versão americana da “Superinteressante” brasileira, que até já foi criticada por um erro que "nem está errado". Este é um apelido dado por Wolfgang Pauli a algo que é pior do que errado.[3]

Banzoli sem saber que, de 1902 a 2007, 70 dos agraciados com o Prêmio Nobel eram da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, tentava em vão e a todo custo vender a Igreja como “ignorante” diante desses corpos, segundo ele, apenas “ressecados”.


EXPLICANDO:

Há, três tipos de preservação:

1 milagrosa (incorruptíveis strictu sensu);

2 deliberada por meios científicos (quando o corpo foi embalsamado, como foi o caso do  papa João XXIII);

3 natural e acidental.

A incorruptibilidade propriamente dita é a preservação milagrosa que não se explica por nenhuma lei ou fator natural e é independente das circunstâncias (umidade, temperatura, tempo, cal ou outros elementos que poderiam acelerar a decomposição).

Só pode se ter certeza da incorruptibilidade quando o corpo admiravelmente conservado jamais foi embalsamado ou tratado com qualquer tipo de procedimento visando uma preservação.

A incorruptibilidade não é a mumificação (nem natural, nem por obra humana). Os corpos mumificados apresentam características facilmente reconhecíveis pela ciência.

A atitude da Igreja Católica mostrou-se sempre muito cautelosa perante fatos inusitados, inclusive perante incorrupção dos corpos de pessoas santas. Num levantamento feito pelo competente e autorizado estudioso de Parapsicologia, Padre Herbert Thurston, S.J, com 42 santos célebres por sua vida, obra e santidade, entre os quais muitos foram encontrados incorruptos depois de anos, nenhum deles foi canonizado por ter sido preservado da corrupção. (Os Milagres e a Ciência”, Edições Loyola, São Paulo, 1998)

É extremamente contraditório Banzoli e seus sites ateus alegarem que a Igreja faz investigação e tem afirmado que alguns corpos intactos não são incorruptos, e ao mesmo tempo Banzoli e seus sites ateus alegarem que a Igreja é “ignorante” e que não sabe distinguir fato comum do sobrenatural, mesmo ostentando a primeira e maior Academia de Ciências do mundo, com o maior número de cientistas laureados.



Continuemos a desmascarar os embustes do Banzoli:

Desonestamente, o Banzoli colou em seu artigo, o post de um perfil inexistente denominado “Dudka Z. Souza”, que dizia na página do Olavo de Carvalho que há vários santos incorruptos na Igreja Ortodoxa. Embora Olavo tenha respondido isso no mesmo dia 3 de agosto de 2014, o Banzoli mente dizendo que o Olavo não respondeu, quando na verdade, o Banzoli omitiu o post com a resposta. Descuidadamente ele mesmo postou a resposta clássica de Olavo bem no início do seu artigo. Abaixo está o que o Banzoli deveria ter postado se honesto fosse. (Clique na foto para ampliar)




Complementando a resposta do Olavo: existem antigos cadáveres incorruptos em ambientes anglicanos (como a Catedral de Canterbury) e em ambientes russo-ortodoxos. Mas estes cadáveres são sempre de épocas anteriores aos cismas das Igrejas Ortodoxas Orientais e da Anglicana! Após os cismas, pararam de ocorrer corpos incorruptos nestas comunidades, continuado a ocorrer só na Igreja Católica! Se apoderar de uma Igreja Católica e do que estava dentro dela não faz o usurpador um santo.
Banzoli com seu conhecimento raso, e copiando texto de um fantasioso site juvenil denominado “Histórias Ocultas”, tentava inculcar como sendo “Adipocere”, (um processo curriqueiro de ressecamento) o que teria feito os santos católicos incorruptos, mas se engana redondamente. O santos católicos incorrutos tem tecido flexível e cor da pele natural, no caso da Adiprocere o tecido se apresenta da seguinte forma segundo o Forensic Science e Allan D. Pass: 
“Adipocere se desintegra com facilidade, tem textura similar a uma cera, é insolúvel em água, e consiste de ácidos graxos saturados. Dependendo do clima e condições, é formado por tecido adiposo branco ou Tecido adiposo marrom. Adipocere é normalmente branco-acinzentado ou cobreado.” [4]

A seguir, podemos ver o mosaico fotográfico, montado pelo Banzoli e que ilustra seu embusteiro artigo. A maioria das imagens são de corpos incorruptos de santos católicos e as três últimas imagens que aparecem na base, segundo ele seriam de corpos incorruptos de pessoas de outros credos. (Clique na foto para ampliar)




Seria isso verdade? ou o Banzoli está só me dando gratuitamente mais uma oportunidade de provar que ele é mesmo um mentiroso sem vergonha e que não sabe nada do que se atreve a falar? Respondo: a segunda alternativa é a correta. Para refutá-lo, precisarei apenas comprovar que Banzoli está mentindo sobre as três últimas imagens do mosaico fotográfico acima, que montou. Vamos a primeira do canto inferior esquerdo:

MENTIRA 1: isto não é um corpo incorrupto budista. É uma estátua de Hui-Neng que fica no Templo de Pou Tai Um, em Macau. Sua história é uma lenda.


Estátua de Hui-neng, no Templo de Pou Tai Um

São lendárias as interpretações atribuídas a Hui-neng e isso é confirmado pelos pesquisadores e pelos historiadores do Chan (Zen), sobretudo após a monumental obra de John Jorgensen, “Inventing Hui-neng,The Sixth Patriarch”: Hagiography and Biography in Early Chan (Jorgensen, 2005). Para este autor, Shen-hui, que alegava ser o legítimo sucessor, foi “o inventor original da lenda de Hui-neng” (Jorgensen, 2005: 05).[5]

Mesmo antes da obra de J. Jorgensen, alguns pesquisadores já desconfiavam da natureza lendária dos relatos sobre Hui-neng no Sutra da Plataforma.

O pesquisador Cheng Chein observou: “A maioria dos fatos sobre a vida e sobre o ensinamento de Hui-neng não é muito confiável e é mais lendário em sua natureza”. (Cheng, 1993: 10).[6]

Philip Yampolsky também observou: “Hui-neng, o Sexto Patriarca, é venerado como uma das maiores personagens da história do Budismo Ch’an. Uma biografia elaborada se desenvolveu em torno dele, boa parte de natureza é lendária” (Yampolsky, 2007: 10).[7]

John R. McRae comenta resumidamente: “Como um bárbaro analfabeto do extremo sul, o miserável filho de um desafortunado ex-funcionário do governo, Hui-neng tornou-se o Sexto Patriarca do Budismo Chan Chinês com nenhum dos usuais pré-requisitos de reconhecimento de um mestre religioso. Ele não era nem mesmo um monge, mas era tratado (…) como um rebaixado trabalhador braçal” (McRae, 2000: XIII).[8]


MENTIRA 2: isto não é “o corpo de homem desenterrado na Índia”:


O mentiroso Banzoli, que não sabe que os mortos não são enterrados na Índia, postou a foto deste corpo preservado dizendo que seria de um “homem desenterrado na Índia”, quando na verdade o corpo é de um brasileiro, baiano católico e bom freqüentador da missa, do povoado de Macambira e que morreu no Rio de Janeiro.

O corpo desse homem foi embalsamado para o traslado do Rio de Janeiro para a Bahia. Deveria durar apenas de dois a três meses, mas passou de 4 anos.
Aqui está o vídeo prova. Leia também a descrição do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=x3Tq8JFT9Ok


MENTIRA 3: isto não é um corpo incorrupto, mas o corpo do monge budista Itigelov conservado no sal interna e externamente, como um bacalhau. (Clique na foto para ampliar)




Ele premeditou tudo, e foi sepultado numa caixa cheia de sal com suporte para sua cabeça não tombar para os lados. É uma forma de suicídio e salgamento interno e externo camada “Sokushinbutsu”.

Sokushinbutsu ( ?) Refere-se a uma prática de monges budistas observando o ascetismo até o ponto da morte e entrando na mumificação enquanto vivo.[9] Este processo de auto-mumificação foi praticado principalmente em Yamagata, no norte do Japão entre os séculos 11 e 19, por membros da escola japonesa Vajrayana de budismo chamada Shingon ("Verdadeira Palavra"). Os praticantes de sokushinbutsu não viram esta prática como um ato de suicídio, mas sim como uma forma de maior esclarecimento.[10]

Acredita-se que muitas centenas de monges tentaram, mas apenas 24 dessas mumificações foram descobertas até à data. Há uma sugestão comum de que o fundador da escola de Shingon, Kukai, trouxe essa prática da Tang China como parte das práticas tântricas secretas que ele aprendeu e que foram mais tarde perdidas na China.[11]

Dessa, riu da cara do Banzoli até o trambiqueiro Brian Dunning, guru do Banzoli. Olha só o que disse o Dunning sobre o mongezinho que enganou esse protestante ingênuo:

 “Mais e mais pesquisas apresentaram alguns fatos sobre a vida de Itigelov. Significativamente, descobri que ele tinha um diploma em medicina e escreveu uma enciclopédia budista sobre farmacologia. Acontece que um relatório de um patologista presente na exumação observou que seu corpo tinha um alto nível de sais de bromo. E, de acordo com um dos desejos finais de Itigelov, seu corpo foi enterrado embalado em sal, um dessecante óbvio, usado há milênios para preservar a carne.
Esses fragmentos de evidências circunstanciais são certamente consistentes com Itigelov que executa sokushinbutsu. Armado com o seu conhecimento médico e desejo de auto mumificar de acordo com a tradição, ele simplesmente atualizou a antiga técnica japonesa. Por algum processo indocumentado e desconhecido, ele encheu seu corpo com sais de bromo, que estão disponíveis a partir de uma variedade de fontes naturais. Ele deu instruções para que seu corpo fosse dessecado com sal na morte. Ele deu instruções para que ele fosse exumado. Ele realmente pediu que ele fosse exumado depois de "alguns anos", e não os 75 anos mencionados em alguns relatórios de notícias.” [12]   - Dunning é desnecessário pra mim, mas já que o Banzoli acredita nele... presente entregue.

Como se não bastasse toda essa pixotada, o desinformado protestante Banzoli, ainda vendeu como sendo um “corpo incorrupto”, o caso da menina Rosália Lombardo, que é sabido foi tratada quimicamente pelo Dr. Alfredo Salafia a pedido de seu pai.




Eis a verdade que nada tem a ver com corpo incorrupto: Rosália Lombardo, uma criança de 2 anos, faleceu de pneumonia, em Palermo, Itália, em 1920, ou seja, há 97 anos. Seu pai ficou completamente desolado e chamou Dr. Alfredo Salafia para embalsamar o corpo da criança. O médico era um renomado embalsamador na época, famoso por ter estudado técnicas de mumificação nas tumbas faraônicas do Egito. [13]

Ávido por engordar seu artigo com toda sorte de embuste que encontrou pela frente, Banzoli ousou também postar outro artigo tendencioso do site “Skeptoid”, do Dunning, que alega que cerca de mil pessoas foram exumadas nos pântanos europeus e que tinham os ossos dissolvidos pelo ácido turfa, mas tinham “os tecidos moles flexíveis, como a borracha.”

Os corpos encontrados nas turfeiras do norte da Europa, são ressecados e enegrecidos, conservam seus ossos e não tem nada de “flexíveis”, como se pode ver nas fotos abaixo. (Clique na foto para ampliar)




Esses corpos sofreram um processo químico de ressecamento devido o ácido da turfa aliado ao frio local dos pântanos europeus. A maioria dos corpos encontrados nos pântanos, seu cabelo e pele ficaram avermelhados por causa de um processo químico conhecido como reação de Maillard, explica Pauline Asingh, diretora de exibições do Moesgaard Museum da Dinamarca. Foram preservados por causa de ácidos produzidos pelo musgo que é tão presente nesse ecossistema. Conclui matéria da BBC. - Como se vê essa condição não se enquadra no processo científico de sobrenaturalidade.

Desmascarando outra citação da Wikipédia para as múmias de Llullaillaco :

As múmias de Llullaillaco não se tratam de caso de incorrupção, as crianças foram sacrificado aos deuses indígenas e seus corpos foram conservados devido a baixa temperatura a grande altitude. Depois de encontrados seus corpos, foram conservados em câmaras especiais geladas para não se decomporem.[14]

Por fim, insatisfeito com tanto embuste pescado na internet, Banzoli foi desesperadamente se socorrer do iogue indiano Paramahansa Yogananda que após morrer, passou apenas 20 dias sem se deteriorar antes de ser sepultado para sempre nos Estados Unidos. Já foi confirmado que esse indiano foi embalsamado antes do seu velório, descartando-se assim ser um caso de incorrupção.


O corpo embalsamado de Yogananda só durou 20 dias e logo foi sepultado

Investigação que destruiu a farsa:

Em um artigo para a imprensa canadense, Leonard Angel, professor de Filosofia na Universidade de Columbia, conta como ele investigou o “milagre” de Yogananda que é relatado em quase todas as publicação lançadas pela Self Realization Fellowship (SRF), a Sociedade fundada e organizada por Yogananda para propagar seus ensinamentos:

O professor Angel ficou impressionado, mas não convencido. Ele obteve uma cópia do certificado de óbito de Yogananda do Departamento de Estatísticas Vitais que confirmaram que Yogananda morreu em 7 março, o certificado de morte foi recebido pelo registrador em 11 de março de 1952. No entanto, o certificado também abrangeu
Assinatura de "Kenneth I. Johnson", e o número 2641, na caixa # 21, das palavras "Assinatura de embalsamento".

A confirmação de que Yogananda havia sido embalsamado foi encontrada em texto completo da carta de Harry Rowe, em um pequeno folheto intitulado Paramahansa Yogananda, In Memoriam, lançada pela Self-Realization Fellowship, onde se lê:

"O corpo de Paramahansa Yogananda foi embalsamado na noite de 8 de março, com essa quantidade de fluido que é habitualmente usada em qualquer corpo de tamanho similar. "

Então, qual foi o milagre?

De acordo com o texto completo da carta de Harry Rowe, o espanto foi apenas devido ao fato de que a equipe do funeral não havia usado qualquer creme, além do fluido de embalsamamento - uma emulsão cremosa de vedação de poros - que impede temporariamente a aparência externa de mofo.

Uma consulta com dois embalsamadores licenciados independentes provocou os seguintes comentários:

"Tenho certeza de que temos corpos há dois ou três meses com boa preservação. Isso não é incomum. Os cremes não são necessários ", - E "... que a preservação por 20 dias através do embalsamamento não é incomum. Podemos manter um corpo por um mês ou dois sem problemas ...  O líquido de embalsamamento com uma base de lanolina, tem humecante que previne a desidratação, que é a maior preocupação ... uma tampa de vidro pesada como o Sr. Rowe descreveu como presente no caixão, seria para evitar uma grande quantidade de circulação de ar, e isso em si  evita a maior parte da dessecação, de modo que seja responsável por isso. "

Longe de ser "uma demonstração de poderes yóguicos", "um fenomenal estado de imutabilidade "ou" um milagre através da graça do Pai Celestial ", parece que qualquer percepção de que um milagre tivesse ocorrido, foi simplesmente o resultado de seleções enganosas tomadas de uma carta enganosa.[15]

A incorrupção não é uma invenção da Igreja Católica, é uma dádiva de Deus a seu Filho Jesus Cristo, “cabeça da Igreja” que em plena comunhão com o corpo da Igreja, estende seus sinais.

“Por isso meu coração se alegra e minha alma exulta, até meu corpo descansará seguro, porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção.” (Salmo 16, 9-10, bíblia protestante); (Salmo 15, 9-10, bíblia católica)
Para não morrer de inveja dos católicos, não seria melhor o Banzoli mostrar um único corpo incorrupto protestante, ao invés de ficar em vão forjando e compartilhando mentiras sobre falsos corpos incorruptos de outros credos???

Sábio conselho é o de Jesus aos mentirosos como o Lucas Banzoli:

“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. (Jo 8,44).


Fimdafarsa.


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[4]. (Murad, Turhon A. (2008). «Adipocere». In: Ayn Embar-seddon, Allan D. Pass (eds.). Forensic Science. [S.l.]: Salem Press. 11 páginas.)

[5]. JORGENSEN, John. Inventing Hui-neng, The Sixth Patriarch: Hagiography and Biography in Early Chan. Leiden: Brill, 2005.

[6]. CHENG, Bhikshu Chein (tr.). Sun-face Buddha: The Teachings of Ma-tsu and the Hung-chou School of Ch’ an. Berkeley: Asian Humanities Press, 1993.

[7]. YAMPOLSKY, Philip (tr.). The Platform Sutra of the Sixth Patriarch. New York/London: Columbia University Press, 1967.

[8]. MCRAE, John R. (tr.). The Platform Sutra of the Sixth Patriarch. Berkeley: Numata Center for Buddhist Translation and Research, 2000.

[9]. Jeremiah, Ken. Living Buddhas: The Self-mummified Monks of Yamagata, Japan. McFarland, 2010

[10]. "Sokushinbutsu - Japanese Mummies" https://www.jref.com/articles/sokushinbutsu-japanese-mummies.78/  JapanReference.com. Retrieved 2013-09-30.

[11]. Aaron Lowe (2005) http://www.agorajournal.org/2005/Lowe.pdf
 "Shingon Priests and Self-Mummification" (PDF). Agora Journal. Retrieved 2012-12-14.




[15]. Bibliografia:
- Angel, Leonard. 1991. Paramahansa Yogananda's "Scientifically Attested" Miracle. Rational Enquirer. Vol.4, No. 3, April 1991. Box 48844, Bentall Centre, Vancouver, BC. Canada.

- Cruz, Joan Carroll. (19?) The Incorruptibles. Tan Books and Publishers, Inc. Rockford, Illinois. 61105.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

PASTOR CLÁUDIO DUARTE MENTE PARA SEUS SEGUIDORES DIZENDO QUE CRITICOU DOGMAS MARIANOS DENTRO DE UMA IGREJA CATÓLICA

Jesus ensinou que "o diabo é pai da mentira." (João 8,44)

O gaiato pastor Cláudio Duarte gabava-se no vídeo abaixo, gravado numa igreja evangélica e que circula na internet, de ter questionado os dogmas marianos diante dos católicos dentro de uma igreja católica. Veja o vídeo:


Fomos investigar essa bravata do pastor e confirmamos que esse embuste nunca aconteceu. O pastor de fato foi palestrar em uma igreja católica, mas sequer citou o nome de Maria.

A igreja católica a que o pastor Cláudio esteve presente em palestra é a Paróquia Nossa Senhora Rainha, da Arquidiocese de Belo Horizonte. A paróquia negou em comunicado que o pastor tenha tratado de dogmas marianos em suas dependências como podemos ver abaixo:


Fica assim provado, que o gaiato e bravateiro pastor Cláudio Duarte é um grande mentiroso, que consegue assim enganar seus seguidores dentro de sua religião, mas jamais os católicos.

Lutero, fundador da religião do gaiato e bravateiro pastor Cláudio, o corrige em todos os seus pensamentos erráticos sobre Maria:

"Deus não deriva sua divindade de Maria; mas isso não quer dizer que é errado dizer, que Deus nasceu de Maria, que Deus é o Filho de Maria, e que Maria é a mãe de Deus ... Ela é a verdadeira mãe de Deus e portadora de Deus ... Maria amamentou Deus, abalou Deus para dormir, preparou caldo e sopa para Deus, etc. Deus e homem é uma pessoa, um Cristo, um filho, um Jesus. Não dois Cristos ... apenas como o seu filho, não é dois filhos ... mesmo que ele tenha duas naturezas, corpo e alma, o corpo é de você, a alma de Deus. "
-Martin Luther (dos Conselhos e da Igreja, 1539)

"Ela é cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo muito grande. Por graça de Deus encheu-la com tudo de bom e fez com que ela fosse desprovida de todo o mal."
-Martin Luther (Personal {"Little"} Prayer Book, 1522)

"A veneração de Maria está inscrita no mais profundo do coração humano."
-Martin Luther (Sermão, 01 de setembro de 1522).

"[Ela é a] mais elevada mulher e a jóia mais nobre no cristianismo depois de Cristo. ..ela é nobreza, sabedoria e santidade personificada. Nunca podemos honrá-la o suficiente. Ainda honra e louvor deve ser dado a ela de tal forma sem ferir nem Cristo, nem as Escrituras ".
-Martin Luther (Sermão, Natal, 1531).

"Nenhuma mulher é como você. Você é mais que Eva ou Sara, abençoada acima de tudo nobreza, sabedoria e santidade."
-Martin Luther (Sermão, Festa da Visitação 1.537.).

"Deve-se honrar Maria como ela mesma desejou e como ela expressou no Magnificat. Ela louvou a Deus por suas ações. Como então podemos elogiá-la? A verdadeira honra de Maria é a honra de Deus, o louvor da graça de Deus ... Maria é nada para o bem de si mesma, mas para a causa de Cristo ... Maria não deseja que chegamos a ela, mas através dela a Deus. ".
-Martin Luther (Explicação do Magnificat, 1521)

Pela honra e glória devida à Maria, santa mãe de Deus, aqui encerro essa refutação, e aviso ao pastor Cláudio, que seu rio vomitado foi engolido.

“A terra, porém, veio em socorro da Mulher: abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha vomitado. Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão começou a combater o resto dos filhos dela, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus. “ (Ap 12,16-17)

Deus tenha piedade do que levado pelo ódio, não sabe o que diz.

Fimdafarsa.