quinta-feira, 29 de março de 2018

O Papa Francisco nunca disse que o inferno não existe.

Jornalista ateu de jornal esquerdista colocou palavras na boca do Papa


Cidade do Vaticano, 29 de março de 2018 / 08:21 (CNA / EWTN News) .- Na quinta-feira, a Santa Sé afirmou que uma entrevista entre o Papa Francisco e um jornalista italiano, que afirma que o Papa negou a existência do inferno, não deve ser considerado uma representação precisa das palavras de Francisco, mas a própria “reconstrução” do autor.

Um encontro recente entre o papa Francisco e o jornalista italiano Eugenio Scalfari, de 93 anos, foi uma “reunião privada para a ocasião da Páscoa, porém sem lhe dar nenhuma entrevista”, afirmou o comunicado de 29 de março.

“O que é relatado pelo autor no artigo de hoje é o resultado de sua reconstrução, em que as palavras literais pronunciadas pelo Papa não são citadas. Nenhuma citação do artigo acima mencionado deve, portanto, ser considerada como uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre ”.

Scalfari, autoproclamado ateu, é o fundador e ex-editor do jornal esquerdista italiano La Repubblica. Em um artigo publicado no site em 29 de março, Scalfari afirma que o Papa Francisco lhe disse: “o inferno não existe, o desaparecimento das almas dos pecadores existe”.

O quinto encontro de Scalfari com o Papa Francisco, não é a primeira vez que ele deturpa as palavras do Papa seguindo uma audiência privada.

Em novembro de 2013, após intensa controvérsia sobre as citações que o jornalista atribuiu a Francis, Scalfari admitiu que pelo menos algumas das palavras que ele havia publicado um mês antes "não eram compartilhadas pelo próprio papa".

Em uma reunião com os jornalistas da Associação de Imprensa Estrangeira de Roma em 2013, Scalfari sustentou que todas as entrevistas dele foram conduzidas sem um dispositivo de registro, nem tomando notas enquanto a pessoa está falando.

“Eu tento entender a pessoa que estou entrevistando e depois escrevo suas respostas com minhas próprias palavras”, explicou Scalfari. Ele admitiu que, portanto, é possível que "algumas das palavras do Papa que eu relatei não fossem compartilhadas pelo Papa Francisco".

Scalfari também relatou falsamente que o papa Francisco fez comentários negando a existência do inferno em 2015.

Porta-vozes vaticanos rejeitaram os textos de Scalfari como não oficiais. Em 2014, pe. Federico Lombardi, porta-voz papal do passado, disse à CNA que “se não houver palavras publicadas pela assessoria de imprensa da Santa Sé e não oficialmente confirmadas, o escritor assume total responsabilidade pelo que escreveu”.

O Papa Francisco falou anteriormente sobre a existência do inferno em discursos públicos, inclusive em uma vigília de oração em março de 2014.

Lá ele deu um endereço em que ele disse que os membros da máfia deveriam mudar suas vidas, “enquanto ainda há tempo, para que você não acabe no inferno. Isso é o que espera por você se continuar nesse caminho. ”

Citando o Papa Paulo VI, o Catecismo da Igreja Católica diz que o ensinamento católico "afirma a existência do inferno e sua eternidade. Imediatamente após a morte, as almas daqueles que morrem em estado de pecado mortal descem ao inferno, onde sofrem as punições inferno, 'fogo eterno'. A principal punição do inferno é a separação eterna de Deus, em quem o homem pode possuir a vida e a felicidade para as quais foi criado e pelo qual anseia ".


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A autopsia do Santo Sudário realizada em 2015, concorda com todos os dados narrados nos evangelhos, afirmam especialistas.



Santo Sudário montagem tridimensional, por Thierry Castex
Na Universidade de Milão, conhecida também como la Statale, o Prof. Giampietro Farronato leciona Ortodontia.
À frente de uma equipe de especialistas – que incluiu Bruno Barberis, Louis Fabrizio Rodella, John Pierucci Labanca; Mauro, Alessandra e Massimo Majorana Boccaletti – o professor fez uma autopsia do Santo Sudário.
O resultado do trabalho foi publicado num livro rico e intrigante: “Autopsia do Homem do Sudário”, editado por Elledici (Leumann, Turim, 2015), apresentado na igreja de San Gottardo em Corte, no evento “Escola Catedral” promovido pela confraria-empresa responsável há séculos pela manutenção da catedral de Milão.
O Prof. Farronato, em entrevista concedida ao jornalista Marco Respinti, declarou que “a medicina forense ainda não havia dito tudo sobre o caso. Então nós decidimos agir”. A medicina forense analisa os sinais que podem ser encontrados no corpo ou no cadáver, para que depois a polícia e o juiz ajam com base no laudo médico legal.
O Professor prossegue: “A ideia de realizarmos um estudo anatômico profundo do Sudário remonta a uns três anos, a partir de fotografias tomadas por Secondo Pia em 1898 e os resultados dos estudiosos que vieram antes de nós”. Indagado sobre a ideia que ele e sua equipe fizeram do crime, o Prof. Farronato respondeu:
“Obviamente o cenário do assassinato não existe mais. Nós investigamos o crime apenas através das marcas deixadas no cadáver. O que hoje é muito.

O Dr Giampietro Farronato liderou a equipe de médicos legistas que fez a autopsia
O Dr Giampietro Farronato respondeu 
pela equipe de médicos legistas que fez a autopsia.
“A anatomia do corpo foi reconstruída por nós com dados morfológicos registrados no linho. Fizemos uma reconstituição total e completa da face”.
E assim, o professor foi descrevendo o seu fascinante trabalho: 
“Praticamente tratamos a imagem do Sudário como a ‘máscara’ forense que habitualmente se monta para descrever os ferimentos no corpo, vivo ou morto.
“Eu e Alessandra Majorana exploramos as pegadas tornando-as mais legíveis para examiná-las melhor medicamente. Com o software de gestão de imagens mais inovador disponível, nós mudamos a orientação direita-esquerda, o claro e o escuro”.
Depois, ele aplicou os métodos utilizados para tornar legível a tomografia computadorizada Cone Beam, a ressonância magnética e outros exames tridimensionais para a obtenção de um diagnóstico odontológico legal completo, campo em que a sofisticação e a precisão atingem os detalhes mais diminutos.
Aquilo que poderia parecer science fiction, na verdade, para Farronato trata-se de um método científico, não de um filme, capaz de realçar detalhes que conduziram a sua equipe a medições muito precisas.
Perguntado pelo jornalista se ao estudar uma imagem num desgastado pano, velho de séculos, se se podia analisar o rosto como se fosse um cadáver de carne, o professor respondeu: “Foi como se estivéssemos diante de um paciente que vai ser submetido a uma correção terapêutica de tipo ortodôntico ou cirúrgico, como pontes, implantes dentários, operações maxilofaciais, coisas assim.
“Para o rosto estudado por meio da aplicação, pela primeira vez, de métodos científicos, como cefalometria craniana, que destaca as alterações estruturais presentes no Homem do Sudário, os dados obtidos foram: assimetria nos seios frontais, no osso zigomático; desvio do septo nasal; e assimetria da mandíbula com um deslocamento atribuível a traumas ocorridos num período próximo ao decesso”.
À pergunta sobre o que diz a ciência do Homem do Sudário que é objeto de uma disputa antiga, às vezes até veemente, o Prof. Farronato responde:
“A ciência diz que se trata de uma impressão deixada pelo cadáver de um homem verdadeiramente submetido antes de morrer a torturas, flagelações e espancamentos, coroado de espinhos e, finalmente crucificado. 
“Isso determinou a morte daquele homem com uma correspondência total às narrações dos Evangelhos, até na sucessão do tempo em que foram infligidas as torturas, inclusive a natureza da lançapost-mortem cravada em seu lado (cf. Jo. 19:33-34)”.
O professor informou ainda que estudos científicos realizados em março de 2015, coordenados pelo Prof. Giulio Fanti e processados pela Universidade de Pádua, acompanhado de três métodos de datação químicos e mecânicos, levaram a uma nova datação do linho: entre 283 a. C. e 217 d. C. período compatível com a vida de Jesus na Palestina. 
Mas o modo de formação da imagem permanece um mistério indissolúvel.

Inquirido se se tratava de Jesus, ele respondeu com espírito:
“O homem de fé não pode dirigir à ciência perguntas para as quais a ciência não pode dar respostas”.
Por sua vez, Alessandra Majorana, professora da Universidade de Brescia, em declarações para o site especializadoOrtodontia33, explicou que foi a primeira análise do Santo Sudário do ponto de vista morfológico e traumatológico utilizando software de última geração.“De nossa pesquisa – disse a professora – resultaram parâmetros e dados novos, únicos e inesperados sobre o tipo de trauma. Os exames odontológicos visaram os tecidos moles e a estrutura esquelética do rosto. 
“Do ponto de vista odontológico, o homem jovem impresso no Sudário apresentava uma dentição completa. Do ponto de vista ósseo as medições cefalométricas revelaram uma mandíbula fortemente desviada para a esquerda muito provavelmente como resultado dos espancamentos antes da crucificação”.
Para a Profa. Majorana, o trabalho não levou em consideração a narração religiosa, mas numa passagem do Evangelho de S. João, relatando as horas que precederam a crucificação, o evangelista descreve os golpes no rosto de Jesus dados com uma vara: 
“Na realidade, no Evangelho fala-se de uma bofetada, mas o original em aramaico fala-se de uma varada, corpo contundente compatível com o pesado trauma constatado por nossa análise”.
Ela constatou ainda outras consequências dos golpes, como a fratura da cartilagem nasal, trauma também confirmado pela análise da imagem elaborada graficamente para isolar as marcas de líquidos orgânicos como o sangue e o suor impressos no tecido.
“Da imagem processada resulta que não há sinais de sangramento nasal, pelo que se pode supor que a fratura da cartilagem aconteceu pelo menos um par de horas antes da morte”, concluiu a especialista.
Luis Dufaur

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Nesse documentário, feito antes da autópsia de 2015, que apontou o erro de datação feito com Carbono 14 e que não é de produção da Igreja, mas da Discovery Channel, você verá físicos, cientistas da NASA, biólogos, criminologistas, professores de história, de filosofia, de arte, o maior perito em pólens de Israel, um especialista em antiguidades israelitas, historiadores, um cirurgião e um rabino pesquisador da vida no século I, que analisaram minunciosamente o Sudário atestando-lhe cada detalhe e confirmando que não se trata de uma obra humana.


Fimdafarsa.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Por que Cristo nasceu em 25 de Dezembro e Por que Isso Importa



INTRODUÇÃO

A Igreja Católica, desde pelo menos o século II, afirmou que Cristo nasceu em 25 de dezembro. No entanto, é comumente alegado que o nosso Senhor Jesus Cristo não nasceu neste dia e que esta data foi importada do Paganismo.
Neste presente texto iremos demonstrar como Cristo nasceu em 25 Dezembro e refutar as principais acusações. Por uma questão de simplicidade, vamos colocar apenas as objeções mais usuais para a data e responder cada uma delas.

COMO DESCOBRIR A DATA DO ANIVERSÁRIO DE CRISTO?

Agora vamos estabelecer o aniversário de Cristo a partir da Escritura Sagrada em duas etapas. O primeiro passo é usar a Escritura para determinar o aniversário de São João Batista. O segundo passo é usar o aniversário João Batista como a chave para encontrar o aniversário de Cristo.
Podemos descobrir que Cristo nasceu no final de Dezembro, observando primeiro a época do ano em que Lucas descreve Zacarias no templo. Isso nos fornece a data da concepção aproximada de João Batista. A partir daí podemos seguir a cronologia que São Lucas dá, e que nos leva ao final de Dezembro.
Lucas relata que Zacarias servia na “classe de Abdias" (Lc 1, 5), que os registros bíblicos mencionam como a oitava classe entre as vinte e quatro classes sacerdotais (Ne 12, 17). Cada classe de sacerdotes servia uma semana no templo duas vezes por ano. A classe de Abdias servia durante a oitava semana e a trigésima segunda semana no ciclo anual. No entanto, quando é que o ciclo de classes começa?
Josef Heinrich Friedlieb convincentemente estabeleceu que a primeira classe sacerdotal de Joiaribe estava de plantão durante a destruição de Jerusalém no nono dia do mês judaico de Av.[1] Assim, a classe sacerdotal de Joiaribe estava de plantão durante a segunda semana de Av. Consequentemente, a classe sacerdotal de Abdias (A classe de Zacarias) estava, sem dúvida, servindo durante a segunda semana do mês judaico de Tishrei – a própria semana do Dia da Expiação, no décimo dia de Tishri. Em nosso calendário, o Dia da Expiação cai em qualquer dia entre 22 de Setembro e 8 de outubro.
Zacarias e Isabel conceberam João Batista imediatamente após Zacarias servir na sua classe. Isto implica que São João Batista teria sido concebido por volta do final de setembro, colocando assim o nascimento de João no final de junho do ano posterior, o que confirma a celebração da Natividade de São João Batista em 24 de junho. Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria em Lucas 1, 36, disse que Isabel já estava no sexto mês de gravidez, logo se João Batista foi concebido em setembro, seis meses depois estariam em Março, logo Maria ficou grávida de Jesus em Março, em uma gravidez normal, Março é mês 3, mais 9 meses de gravidez, vamos cair irremediavelmente em Dezembro.
O protoevangelho de Tiago do segundo século também confirma a concepção de João Batista no final de setembro uma vez que a obra descreve Zacarias como Sumo Sacerdote e entrando no Santo dos Santos, não apenas no lugar santo do altar do incenso. Este é um erro fatual porque Zacarias não era o sumo sacerdote, mas um dos principais sacerdotes. Ainda assim, o protoevangelho refere se a Zacarias como um sumo sacerdote, e este o associa com o Dia da Expiação, que desembarca no décimo dia do mês hebreu de Tishrei (aproximadamente o final do nosso setembro). Imediatamente após esta entrada ao templo e a mensagem do Arcanjo Gabriel, Zacarias e Isabel conceberam João Batista. Tendo quarenta semanas (nove meses) de gestação, isso coloca o nascimento de João Batista no final de junho e, mais uma vez confirmando a data Católica para o Nascimento de João Batista em 24 de junho.
O resto da datação é bastante simples. Vamos recapitular: Lemos que, logo após a Imaculada Virgem Maria conceber Cristo, ela foi visitar sua prima Isabel que estava grávida de seis meses de João Batista. Isso significa que João Batista era seis meses mais velho que o nosso Senhor Jesus Cristo (Lc 1, 24-27, 36). Se você adicionar seis meses a 24 de junho, quando João nasceu, você tem 24-25 Dezembro como o nascimento de Cristo. Então, se você subtrair nove meses a partir de 25 de Dezembro que você tem a Anunciação em 25 de Março. Todas as datas coincidem perfeitamente. Assim, pois, se João Batista foi concebido logo após o Dia judaico da Expiação, em seguida, as datas católicas tradicionais são essencialmente corretas. O nascimento de Cristo seria por volta ou em 25 de dezembro.
Além disso, os testemunhos dos antigos revelam que os Padres da Igreja alegavam 25 de Dezembro como o aniversário de Cristo antes da conversão de Constantino e do Império Romano. O registro mais antigo desta situação é que o Papa São Telesforo (reinou 126- 137 d.C) que instituiu a tradição da Missa do Galo na véspera de Natal. Embora o Liber Pontificalis não nos dá a data do Natal, ele assume que o Papa já estava comemorando o Natal e que uma missa à meia-noite era realizada. Durante este tempo, também lemos as seguintes palavras de Teófilo (115-181 d.C), bispo católico de Cesaréia na Palestina:
Devemos comemorar o aniversário de Nosso Senhor, a cada 25 de dezembro isso deve acontecer.” (Magdeburgenses, Cent. 2. c. 6. Hospinian, De origine Festorum Chirstianorum.)
Pouco tempo depois, no século II, Santo Hipólito (170-240 AD) escreveu em uma passagem, que o nascimento de Cristo ocorreu em 25 de dezembro:
O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (Comentário sobre Daniel 4, 23) [2]
Observe também, na citação acima, o significado especial de 25 de Março, que marca a morte de Cristo (25 de março correspondia ao mês hebraico de Nisan 14 - a data tradicional da crucificação)  Cristo, como o homem perfeito, acreditava-se ter sido concebido e morrido no mesmo dia de 25 de março  em seu Chronicon, Santo Hipólito afirma que a Terra foi criada em 25 de março de 5500 a.C. Assim, 25 de março foi identificado pelos Padres da Igreja, como a data de criação do universo, como a data da Anunciação e Encarnação de Cristo, e também como a data da morte de Cristo, nosso Salvador.
Na Igreja síria, 25 de março ou a Festa da Anunciação era vista como uma das festas mais importantes de todo o ano. É indicado o dia em que Deus assumiu a sua residência no seio da Virgem. Na verdade, se a Anunciação e Sexta-Feira Santa entram em conflito no calendário, a Anunciação superou isso, tão importante foi o dia na tradição síria. Desnecessário será dizer que a Igreja síria preservou algumas das mais antigas tradições cristãs e tinha uma devoção doce e profunda a Maria e a Encarnação de Cristo.
25 de março foi consagrado na tradição cristã primitiva, e a partir desta data, é fácil discernir a data do nascimento de Cristo. 25 de Março (Cristo concebido pelo Espírito Santo), mais nove meses nos leva a 25 de dezembro (o nascimento de Cristo em Belém).
Santo Agostinho confirma esta tradição de 25 março como a concepção messiânica e 25 de dezembro como o Seu nascimento:
É crido que ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto (Jo 19,41), nem antes nem depois dele. Mas ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro.” (Sobre a Trindade Livro 4,  Capítulo 5)
Por volta do ano 400 d.C, Santo Agostinho também observou como os donatistas cismáticos comemoravam 25 de dezembro como o nascimento de Cristo, mas que os cismáticos se recusavam a celebrar a Epifania em 6 de janeiro, uma vez que eles consideravam Epifania como uma nova festa sem uma base na Tradição Apostólica. O cisma donatista originou-se em 311 d.C o que indica que a Igreja Latina celebrava o Natal em 25 de dezembro. Qualquer que seja o caso, a celebração litúrgica do nascimento de Cristo foi comemorada em Roma em 25 de dezembro muito antes de o cristianismo se tornar legalizado e muito antes de qualquer registro mais antigo de uma festa pagã para o aniversário do Sol Invicto. Por estas razões, é razoável e com razão, que Cristo nasceu em 25 de dezembro no ano 1 a.C e que ele morreu e ressuscitou em Março do ano 33 d.C.

REFUTANDO OBJEÇÕES

Objeção I:
25 de dezembro foi escolhido para substituir o festival pagão romano de Saturnália. Saturnália era uma festa popular do inverno e assim a Igreja Católica prudentemente substituiu o Natal em seu lugar.

Reposta a Objeção I:
Na Saturnalia comemorava-se o solstício de inverno. No entanto, o solstício de inverno cai em 22 de dezembro. É verdade que as celebrações da Saturnalia começavam mais cedo por volta de 17 de dezembro e era prorrogado até 23 de dezembro. Ainda assim, as datas não coincidem.

Objeção II:
25 de dezembro foi escolhido para substituir o feriado pagão romano Natalis Solis Invicti que significa “Aniversário do Sol Invícto.”

Resposta à Objeção II:
Vamos examinar primeiro o culto do Sol Invicto. O imperador Aureliano introduziu o culto do Sol Invictus ou Sol Invicto a Roma em 274 d.C. Aureliano encontrou tração política com esse culto, porque o seu próprio nome de Aureliano deriva da palavra latina aurora denotando “nascer do sol”. Moedas revelam que chamava a si mesmo imperador Aureliano o Pontifex Solis ou Pontífice do Sol. Assim, Aureliano simplesmente acomodou um culto solar genérico e identificou o seu nome com ele no final do terceiro século depois de Cristo.
Mais importante ainda, não há nenhum registro histórico para uma celebração do Natalis Sol Invictus em 25 de dezembro antes de 354 depois de Cristo. Dentro de um manuscrito iluminado do ano de 354 d.C, há uma entrada de 25 de dezembro de leitura "N INVICTI CM XXX." Aqui N significa “natividade”. Invicti significa “do Invicto”. CM significa “circenses missus” ou “jogos ordenados.” o XXX numeral romano é igual a trinta. Assim, a inscrição significa que trinta jogos foram encomendados para a natividade do Invicto para 25 de dezembro. Note-se que a palavra “sol” não está presente. Além disso, o mesmo codex também lista “Christus natus in Betleem Iudeae” no dia de 25 de dezembro. A frase é traduzida como nascimento de Cristo em Belém da Judéia.”[3]
A data de 25 de dezembro só se tornou o “Aniversário do Sol Invicto” sob o imperador Juliano o Apóstata. Juliano, o Apóstata que tinha sido um cristão, mas que havia apostatado e retornou ao paganismo romano. A história revela que ele foi um ex-imperador cristão odioso que erigiu um feriado pagão em 25 de dezembro. Pense nisso por um momento. O que ele estava tentando substituir? Estes fatos históricos revelam que o Sol Invicto não era provavelmente uma divindade popular no Império Romano. O povo romano não precisava ser tirado de um chamado “feriado antigo”. Além disso, a tradição de uma celebração em 25 de dezembro não encontra lugar no calendário romano até depois da cristianização de Roma. O feriado do “Aniversário do Sol Invicto” era pouco tradicional e dificilmente popular. Saturnalia (mencionado acima) foi muito mais popular, tradicional e divertido. Parece, antes, que Juliano, o Apóstata tinha tentado introduzir um feriado pagão, a fim de substituir o cristão! Ou seja, ao invés do cristianismo tentar copiar uma festa pagã, foram os pagãos que tentaram substituir uma festa Cristã.

Objeção 3:
Cristo não poderia ter nascido em dezembro já que Lucas descreve pastores com seus rebanhos nas áreas vizinhas de Belém. Pastores não arrebanham durante o inverno. Assim, Cristo não nasceu no inverno.

Resposta à objeção III:
Quem faz esta objeção acha que a palestina tem um inverno tal qual a Europa. Vale lembrar que a Palestina não é a Inglaterra, Rússia, ou Alasca. Belém está situada na latitude de 31.7. Dallas, no Texas tem latitude de 32,8, e ainda é bastante confortável do lado de fora em Dezembro. Como o grande Cornelio em uma Lapide observa durante sua vida, ainda se podia ver pastores e ovelhas nos campos da Itália durante o final de dezembro, e a Itália tem maior latitude que Belém.
Podemos ver no site do accuweather, um dos mais respeitados sites de metereologia do mundo, que a temperatura média de Jerusalém no mês de Dezembro varia entre 10 e 20 ºC em todo o mês de Dezembro. Claro que estamos falando de 2015 anos de diferença, porém por projeção e sabendo que não houve uma drástica mudança climática em Jerusalém neste tempo, podemos afirmar que esta era a temperatura média que Maria e José enfrentavam quando Jesus nasceu. Em outros locais com temperatura menor que esta, várias atividades são feitas normalmente, nada impediria pastores estarem com seus rebanhos no campo, mesmo levando em conta a temperatura mínima e mesmo que houvesse neve.


Ovelhas durante a neve no campo

A Bíblia confirma plenamente a capacidade de pastores estarem nos campos, vigiando seus rebanhos em dezembro. Refere-se especificamente que Jacó vigiava rebanhos de Labão pela geada do inverno à noite (Gn 31, 40). As fotos abaixo foram tiradas em Belém no Natal de 1890 e 2006. Como pode ser visto, o clima é perfeitamente adequado para estar do lado de fora. Por isso, não há simplesmente nenhuma base para essa objeção.

Natal em Belém em 1890 


Natal em Belém em 2006


NOTAS

[1] Josef Heinrich Friedlieb’s Leben J. Christi des Erlösers. Münster, 1887, p. 312.
[2] O  “25 de Dezembro” não se encontra na NFPF tradução do protestante Philip Schaff, sobre isso ler aqui: http://www.roger-pearse.com/weblog/2010/01/12/the-text-tradition-of-hippolytus-commentary-on-daniel/
[3] The Chronography of AD 354. Part 12: Commemorations of the Martyrs. MGH Chronica Minora I (1892), pp. 71-2.

PARA CITAR

Apologistas Católicos. Por que Cristo Nasceu em 25 de Dezembro e Por que isso importa. Disponível em . Desde 01/12/2015. 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Como convencer os “evangélicos” que seus pastores que falam mal das imagens são enganadores que desobedecem ao fundador de sua fé



Por Fernando Nascimento

O texto a seguir foi traduzido do livro “Martinho Lutero: Analise Crítica Católica e Louvor”, contém uma série de citações de Lutero a respeito do crucifixo, imagens e o sinal da cruz. Essas citações foram feitas depois de muitos anos do protestantismo já estabelecido. Se faz necessário essa observação para que nenhum sectário protestante venha dizer (como de costume), que isso seria texto de quando Lutero era católico. Contra isso, as citações do fundador do protestantismo estão devidamente datadas depois do ano 1517, ano de sua rebelião segundo os protestantes.


Vejamos então, o que recomendou Lutero sobre os crucifixos, imagens de santos e o Sinal da Cruz:


CRUCIFIXOS

“O costume de segurar um crucifixo diante de uma pessoa que esteja morrendo tem mantido muitos na comunidade Cristã e permitiu-lhes morrer com uma Fé confiante no Cristo crucificado.” (Sermão sobre João, Capítulos 1-4, 1539; LW, Vol. XXII, 147)

“Foi uma prática boa segurar um crucifixo de madeira diante dos olhos dos moribundos ou pressionar nas mãos deles. Isto trouxe o sofrimento e a morte de Cristo a mente, e confortava os moribundos. Mas para os outros, que arrogantemente se basearam em suas boas obras, entraram num céu que continha um fogo crepitante. Pois eles foram afastados de Cristo e falharam em impressionar a Paixão e morte vivificante de Jesus, em seus corações.” (Sermão sobre João, Capítulo 6-8, 1532; LW, Vol. XXIII, 360)

“Quando eu escuto falar de Cristo, uma imagem de um homem pendurado numa cruz toma meu coração, assim como o reflexo de meu rosto aparece naturalmente na água quando eu olho nela. Se não é pecado, mas sim bom em ter uma imagem de Cristo em meu coração, porque deveria ser um pecado de tê-lo em meus olhos?” (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 99-100)


IMAGENS E ESTATUAS DE SANTOS

“Agora, nós não pedimos mais do que gentileza em considerar um crucifixo ou a imagem de um santo, como testemunha, para a lembrança, como um sinal, assim como foi lembrado à imagem de César.” (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 96)

“E eu digo desde já que de acordo com a lei de Moises, nenhuma outra imagem é proibida, do que uma imagem de Deus no qual se adora. Um crucifixo, por outro lado, ou qualquer outra imagem santa não é proibida.” (Ibid., 85-86)

“Onde, porém, imagens ou estatuas são produzidas sem idolatria, então a fabricação delas não é proibida.

Meus confinadores devem também deixar-me ter, usar, e olhar para um crucifixo ou uma Madonna… Contanto que eu não os adore, mas apenas os tenha como memoriais.” (Ibid., 86,88)

“Porém, imagens para memoriais e testemunho, como crucifixos e imagens de santos, são para ser tolerados… E não são apenas para ser tolerados, mas por causa do memorial e  testemunho eles são louváveis e honrados…” (Ibid., 91)


SINAL DA CRUZ

“Oração da Manhã

De manhã, quando você levantar, faça o sinal da santa cruz e diga:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém…

À noite, quando fores dormir, faça o sinal da santa cruz e diga:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.” (Pequeno Catecismo, 1529, Seção II: Como o Chefe da Família Deve Ensinar a Sua Família a Orar Pela Manha e Noite, 22-23)

“Assim se originou e continua entre nós o costume de dizer a graça e retornando graças às refeições, e outras orações de manhã e à noite. Da mesma fonte veio a prática com crianças de benzer-se a visão ou audição de ocorrências aterrorizantes…” (Grande Catecismo, 1529, O Segundo Mandamento, seção 31, p.57)

“Se o diabo coloca na sua cabeça que em você falta a santidade, a piedade e o merecimento de Davi e por essa razão não podem ter certeza que Deus escutará você, faça o sinal da cruz e diga a si mesmo: “ Deixe ser piedosos e dignos aqueles que serão!! Eu sei com certeza que eu sou uma criatura do mesmo Deus que criou Davi. E Davi, independente de sua santidade, não tem um Deus nem melhor nem maior do que eu.” (Salmo 118, LW, Vol. XIV, 61)

“Se você tiver um poltergeist ou espírito tocando em sua casa, não vá e discuta sobre isso aqui e ali, mas saiba que não existe um espírito bom ao qual não procede de Deus. Faça o sinal da cruz quietamente e confie em sua fé.” (Sermão do Festival da Epifania, LW, Vol. 52, 178-79)

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BIBLIOGRAFIA E FONTES PRIMÁRIAS

- Grande Catecismo, 1529, traduzido por John Nicholas Lenker, Mineapolis: Augsburg Publishing House, 1935.

- Os Trabalhos de Lutero (LW-Luther’s Work), Edição Americana, editado por Jaroslav Pelikan (volumes 1-30) e Helmut T. Lehmann (volumes 31-55), São Luis: Concordia Pub House (volumes 1-30); Filadelfia: Fortress Press (volumes 31-55), 1955.

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Como se vê, foram as tardias más interpretações aliadas aos muitíssimos erros de tradução das bíblias protestantes que criaram o ódio cego às imagens católicas, as confundindo com “ídolos”.

O “não farás imagem de escultura”, na verdade é um mandamento das seitas protestantes que contraria o constante em Êxodo 20,4 que em vez de proibir "qualquer" imagem de escultura, na verdade, proíbe somente imagens de "ídolos" indicados no hebraico pelo termo "fessel" e no grego por "eidolon", que se traduz por “ídolo” no português. Observe esta tradução interlinear do hebraico para nossa língua, levando em consideração que o hebraico é lido da direita para a esquerda. (Clique na foto para ampliar)




Ignorando isso, o tradutor protestante, João Ferreira de Almeida, adulterou as já incompletas bíblias protestantes, colocando o termo “Imagem de Escultura” onde nos originais constam ÍDOLO, para fazer a confusão que conhecemos hoje.

Como poderia Deus proibir “imagens de escultura” se mandou construir duas para colocar sobre a arca da aliança que guardavam as tábuas que na verdade proíbem ÍDOLOS???


A Arca da Aliança tinha imagens de escultura sobre ela
e isso mostra que não é qualquer imagem que é um ídolo.


Como poderia Deus proibir “imagem de escultura” e sua veneração se pediu que Moisés fizesse uma serpente de bronze que numa aste deveria ser venerada para curar os picados por serpentes? (Números 21, 8-9)

Pela cronologia do Antigo Testamento, a serpente de bronze foi feita por ordem de Deus alguns anos antes de 1404 a.C., ano da morte de Moisés, e existiu por muitos séculos entre os israelitas sem qualquer problema durante as gerações de Samuel, Salomão, Zacarias, Elias, Amós e Oséias, só passando a ser quebrada por Ezequias 715 a.C. porque os israelitas ao invés de venera-la, passaram a adora-la como a um deus, queimado-lhe incenso, coisa que só se faz a Deus Pai.
“...em todo lugar, se oferecerá ao meu nome incenso e uma oblação pura (hóstia); porque o meu nome será grande entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 1,11)  - Perguntamos aos sectários protestantes, cadê o incenso e a oblação pura de sua adoração a Deus?

Se a imagem da serpente de bronze fosse algo tão reprovável como querem fazer parecer os sectários protestantes, as Escrituras não a citaria como um representação do próprio Jesus Cristo que deveria ser levantado. “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado.” (João 3,14)

A serpente de bronze que Deus ordenou que Moisés fizesse,
curou a todos o picados por serpente que a veneraram.


Como poderia Deus proibir “imagem de escultura” se para o interior do templo de Salomão, ordenou que se fizessem imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões? (1Reis 6,23-35 e 7,29).

Quando Edir Macedo fez sua cópia paraguaia deste templo, aqui no Brasil, malandramente omitiu as imagens e preferiu ocupar tais lugares com cadeiras para aumentar a arrecadação.

Templo de Salomão, decorado por imagens segundo ordem de Deus.

Outros exemplos das falsificações protestantes estão em (Isaías 44,9-10) e (Isaías 44,15), onde o falsário protestante, além de enfiar o termo “imagem de escultura” onde consta ÍDOLO, ainda enfiou criminosamente a palavra “procissão” em (Isaías 45,20), de suas bíblias João F. Almeida Atualizada.

Tudo isso gera uma multidão de doidos que semanalmente no Brasil adentram as Igrejas Católicas para quebrar imagens e ser presa logo em seguida. Até o dia da publicação deste artigo, haviam disponíveis na busca do Google, aproximadamente 63.800 resultados para “evangélico invade Igreja Católica e destrói imagens”.


Alguns dos ludibriados por pastores presos por quebrarem imagens católicas.

Mostro abaixo, que tamanho ódio incitado pelos pastores contra as imagens, é seletivo. O objetivo é tão somente atacar a Igreja Católica de olho no seu rebanho, visto que as igrejas luteranas no mundo todo tem as mesmas imagens de escultura dos santos em seus altares e nunca foram atacadas.


Interior de uma igreja evangélica luterana na Suécia

Conheça algumas igrejas protestantes luteranas com nomes de santos e muitas imagens nos altares:

Igreja Evangélica Luterana de São Nicolau

Igreja Evangélica Luterana de Santa Maria

Igreja Evangélica Sta. Igreja Margaretha

Igreja Evangélica de São Nicolas, em Estocolmo, com imagem de São Jorge.

Altar de Igreja Evangélica Luterana em Vilnius, Lituânia, repleto de imagens de escultura

Catedral Luterana de São Nicolau, Helsinki

Igreja de São Nicolau de Potsdam

Igreja luterana na cidade de Gotland, Suécia

E assim fica evidenciado, que o protestantismo é uma contradição humana, que se carcome a partir de adulterações bíblicas, deixando muitas almas perdidas pelo caminho.

Fimdafarsa.